soldados perfiladosO governo Costa e Silva (1967-1969), consolidou a ditadura no Brasil. Nesse período foram cessadas totalmente as liberdades democráticas. Assim que ele assumiu o governo, aumentou a repressão policial e acabou com possíveis oposições ao regime. A justificativa do presidente Costa e Silva para a permanência dos militares no poder era que havia muita oposição naquele momento.

A oposição enfrentada por Costa e Silva era estabelecida por três frentes:

Frente Ampla

Composta por políticos importantes como João Goulart e Juscelino Kubitschek. Essa frente recebeu também o apoio de políticos que haviam incentivado o golpe militar e que, naquele momento, discordavam dos rumos da ditadura. A Frente Ampla exigia do governo a anistia, assembleia constituinte e o retorno das eleições diretas. Eles também procuraram apoio junto aos sindicatos para obter o apoio popular. 

Grupos e Organizações de Esquerda

Após o Golpe Militar, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) deu origem a diversos grupos e organizações de esquerda que eram a favor de um sistema socialista no país. O PCB defendia uma implantação pacífica do regime socialista; entretanto, havia os grupos de esquerda separados e esses defendiam a chamada “luta armada”, com interesse em retirar a ditadura do militar do poder.

Movimento Estudantil

A última frente que era contra Costa e Silva surgiu nas Universidades. Com o crescimento das vagas, também aumentou o número de estudantes nesse nível. Eles exigiam o retorno da democracia e eram contrários às decisões do Ministério da Educação. Com a organização dos estudantes, formou-se um forte Movimento Estudantil que tinha, entre os seus líderes, praticantes da esquerda. Após o golpe, o governo militar colocou a UNE (União Nacional dos Estudantes) na clandestinidade; porém, ela coordenava o movimento estudantil em todo o país, até mesmo na ilegalidade.

desenho protestoEm 1968, havia diversos movimentos que eram opositores do governo militar. A Frente Ampla realizava comícios e passeatas e conseguiram apoio até mesmo junto às Forças Armadas. Por outro lado, o movimento estudantil organizava-se e realizava vários protestos, sendo que o mais importante deles foi a passeata dos Cem Mil que ocorreu no Rio de Janeiro. Além disso, as organizações guerrilheiras atuavam nos grandes centros, fazendo com que os militares radicais solicitassem uma atitude do governo.

Em resposta a essas diversas oposições, o presidente fechou o Congresso Nacional e editou o AI-5. Com esse Ato Institucional, foram suspensas todas as liberdades democráticas e os direitos constitucionais, dando permissão à polícia para efetuar investigações, perseguições e prisões sem que fosse necessário solicitar um mandato judicial. Com essa suspensão, várias violações aos direitos humanos foram cometidas.

O mandato de Costa e Silva foi interrompido porque ele foi acometido por um derrame cerebral. O seu vice, Pedro Aleixo, por ser um civil, não tomou posse. Sendo assim, foi organizada uma Junta Militar com o Exército, Aeronáutica e a Marinha para assumir de forma provisória o governo. O afastamento de Costa e Silva somente foi solucionado com a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para ser o novo presidente do regime militar.